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(from somewhere of the web)
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[post #023] Em novas dimensões virtuais – Echoes & Dust

Caros leitores, eu deveria começar este post [que eu comecei a escrever três semanas atrás] com minhas clássicas lamentações acerca da minha mente inútil e da minha falta de auto controle, mas vou poupá-los dessa choradeira e irei direto ao ponto: comecei a escrever para um site maior, chamado Echoes & Dust. Publiquei lá a entrevista com o projeto Vāmācāra e ainda uma entrevista, inédita aqui, com o projeto Hey Exit (que pode ser lida aqui).

Decidi buscar um espaço maior, com uma base de leitores mais ampla, sobretudo em respeito às bandas/projetos que tenho divulgado neste blog – pois sei que meu alcance é muito pequeno e que, pelo contrário, para além de um certo core underground, artistas precisam de público.

Echoes & Dust, o site que me aceitou como colaborador, tem inúmeras qualidades – entre as quais, certamente a maior, é não se limitar a um único gênero. Como o leitor poderá perceber facilmente, o foco do site é a música underground, pouco conhecida, em suas múltiplas expressões – com grande ênfase em metal e música indie, mas com abertura para vertentes da música eletrônica e também para o jazz. Acredito, honestamente, que eu não poderia encontrar um lugar melhor.

Isso não significa que eu não publicarei mais aqui. Muito embora eu julgue que o público internacional merece conhecer o que está sendo produzido em nosso país, todas as entrevistas com bandas/artistas/projetos nacionais serão lançadas aqui em primeira mão.

Espero, ao colaborar com o Echoes & Dust, ampliar o público que terá acesso tanto aos artistas internacionais como, sobretudo, à música que está sendo produzida, com tanto esforço, em nosso país.

[post #022] Interview with experimental project Vāmācāra

Voices from the Underground

From times to times, some obscure projects have the projection they deserve and a major public have the opportunity to know better his ideas and music. In the beggining of this year this happened with Vāmācāra – with the release of a fantastic mashup of legendary John Coltrane with the masters of drone metal Sunn O))) that you can hear here!

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But this was not the first release of the project – that is making noise since the beggining of 2015 – not only experimenting with music, but with imagens and concepts too. I can say with no exaggeration that talking with Nick Dropkick was ultra very funny and stimulant – as you’ll check in the next lines, the guy has a lot to say!

GM: You released 5 brand new titlesin 2015 – wich is something incredible! When everything started? When do you met and started to make music?
Do you have other musical projects/bands before?
I know that, in some cases, bands/projects likes to make some mistery about things, so I’ll understand if you decided to stay in silence, but would be amazing to know who play whats – and how is your creative dynamics.

Nick: As far as Vāmācāra goes, I actually started most of the initial songs early in 2015 (around this time actually, so march, april, etc). My initial three releases (Kalachakra of the Rudras, Anarcho-Nihilist, and Jamsaran, or he assembles his forces against Oghrdu Jahad) were basically recorded throughout the year, with the finalized versions being released in september.
Volume 1: The Jackal of Portland is actually the compilation of those three electronic premiers, which was my first physical release for Vāmācāra.
Throughout the next month, I experimented quite a bit, and moved away from Black Metal and Blackened Noise music, to attempt to create some Power-Noise and Harsh Noise.
Missing White Girl and Dada Grunge & Essene Funk were my two noise albums I released during october, with Dada Grunge & Essene Funk being more of a focus on rhythmic noise.
After that, and at the start of the new year, thats when I released Co)))ltrane. I suppose I’ve just been experimenting quite a bit, and want to venture into as ominous a sound as I can find. Co)))ltrane was an attempt to actually remix something that might not normally get mixed- jazz music & stoner/doom metal. Having a Saxaphone play over distorted guitar just has an eerie other-world like quality to it. Seems to have worked quite well haha.
Le Condamné is the final release for Vāmācāra so far, and that has gone somewhat back to the original roots of Vāmācāra. While it isn’t a black metal album, I’ve taken what I learnt from my previous releases, and attempted to blend some guitar work with heavy atmosphere and some noise as well. It’s dark ambient, but something I think fits the aesthetic of the project quite well. I consider it almost a blend of my original stuff in Volume 1: The Jackal of Portland and Dada Grunge & Essene Funk.

As far as group members go, Vāmācāra is actually my solo project for the most part. On occasion I collaborate with a friend of mine, who calls himself Ripdae La Wise.

I’m on guitars, do the production work & programming, and for the drum work, at the moment use a machine. To tell the truth, its also a part of the reason why I havn’t quite made this a project with vocals yet. While I adore making instrumentals and think the lack of vocals can add a darker tone, I also don’t have that expansive of a vocal range myself.

Ripdae La Wise does perform vocals on a few tracks, however.

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[post #019] Jovem Werther ao vivo

No dia 6 de fevereiro a Jovem Werther declarou, em sua page no FB: “black metal venceu o emo, nos perdoem” – acrescentando: “capitulo final: Epitomo I”.

Durante a conversa que tivemos com a banda, que você pode conferir na íntegra aqui, eles voltaram ao assunto: “a gente tem flertado muito com post-black metal. As composições serão um pouco mais pesadas do que os sons da demo. Mesmo assim ainda temos bastante influências de shoegaze em alguns sons”.

Poucos foram aqueles que compareceram à primeira apresentação da banda ao vivo, no dia 16 de abril – mas os presentes não apenas foram agraciados com uma apresentação emocionante como puderam conferir este passo adiante na trajetória da Jovem Werther! Além de repassar clássicos como Último farolSaudadeDesisto, entre outras, a banda apresentou três músicas novas: a ‘intro’ Estrela decadenteHomem de lata e, como faixa de encerramentoEpílogo – faixa que apresentaremos aqui em primeira mão, notável por acrescentar vocais guturais à já carregada performance do grupo.

Para quem não pôde comparecer ao evento aqui seguem dois outros vídeos: a inédita Estrela decadente e a clássica Desculpe, você faz falta.

[post #018] Hiato

I don’t feel good don’t bother me.
I won’t write my poem till I’m in my right mind.

Allen Ginsberg

Caros leitores, este blog entrará em um hiato por algum tempo… com sorte algumas semanas.

Dear readers, this blog will enter in a hiatus for some time… with some luck, just for weeks.

 

 

   Quando fundei este espaço eu desejava produzir alguns textos teóricos paralelamente às ações de divulgação e registro histórico – razão pela qual este espaço tem o nome de “gabinete”. No entanto, é necessário reconhecer que isso não está acontecendo. Existem pelo menos dois textos em elaboração – e eu gostaria que eles fossem lançados antes da publicação das próximas entrevistas. Desse modo, as entrevistas que já estão concluídas ou em fase de edição serão seguradas até o devido lançamento dos textos críticos.

Entrevistas concluídas ou em conclusão

Vāmācāra

Noč

Entrevistas que não estão indo tão bem quanto eu gostaria

Sadness

Life’s Illusion

Entrevista que provavelmente nunca será concluída

Lebanon Hanover

Próximo artista/banda a ser entrevistado

Sanctus-I-Minus

Juan Queiroz

[post #012.2 – O melhor de 2015 – pt 2 de 3

O melhor de 2015

Parte 2 – Como e porque ler listas de fim de ano

 

   Logo que fundei este espaço eu tinha em mente escrever um post sobre os blogs mais legais em atividade nos dias de hoje – tanto como uma forma de divulgá-los como, talvez mais importante, um meio de oferecer aos leitores novas fontes de músicas, visto que meu foco não é postar links para download. O termo ‘web’ é deveras apropriado porque existe um profundo diálogo entre uma verdadeira constelação de sites, dada a combinação infinitesimal da imensidão do universo cultural e das possibilidades de apropriação/apreciação/interpretação das ultramultifacetadas manifestações culturais.

   Por mais que uma pessoa esteja atualizada, não creio que ela consiga conhecer tudo o que é lançado nos dias de hoje, em termos musicais. Continuar lendo

[post #012.1] O melhor de 2015 – pt 1 de 3

O melhor de 2016

parte 1 – considerações e digressões

Não me sinto na necessidade de pedir desculpas pela longa demora em novos posts porque acredito não ter, ao menos ainda, leitores – mas supondo-se que eu os tenha, então eu peço desculpas pelo longo hiato.

Vontade ou temas não me faltaram – mas só agora consegui me sentar para escrever um pouco.

Considerando-se que este blog é muito jovem, seria ridículo recapitular seus feitos. Creio que será melhor, antes, algumas considerações de ordem conceitual e algumas digressões acerca do que deveria/poderia ter sido.

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