[post #019] Jovem Werther ao vivo

No dia 6 de fevereiro a Jovem Werther declarou, em sua page no FB: “black metal venceu o emo, nos perdoem” – acrescentando: “capitulo final: Epitomo I”.

Durante a conversa que tivemos com a banda, que você pode conferir na íntegra aqui, eles voltaram ao assunto: “a gente tem flertado muito com post-black metal. As composições serão um pouco mais pesadas do que os sons da demo. Mesmo assim ainda temos bastante influências de shoegaze em alguns sons”.

Poucos foram aqueles que compareceram à primeira apresentação da banda ao vivo, no dia 16 de abril – mas os presentes não apenas foram agraciados com uma apresentação emocionante como puderam conferir este passo adiante na trajetória da Jovem Werther! Além de repassar clássicos como Último farolSaudadeDesisto, entre outras, a banda apresentou três músicas novas: a ‘intro’ Estrela decadenteHomem de lata e, como faixa de encerramentoEpílogo – faixa que apresentaremos aqui em primeira mão, notável por acrescentar vocais guturais à já carregada performance do grupo.

Para quem não pôde comparecer ao evento aqui seguem dois outros vídeos: a inédita Estrela decadente e a clássica Desculpe, você faz falta.

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[post #016.66] Entrevista com a banda nacional de screamo/emoviolence/real emo Jovem Werther

VOZES DO SUBMUNDO

Entrevista com a banda nacional de screamo/emoviolence/real emo Jovem Werther

Em minhas [permanentes] buscas por sonoridades extremas [em especial com tons tristes ou depressivos] eu cheguei ao screamo [e ao powerviolence, na sequência] no ano passado – e, como sempre, logo comecei a procurar bandas nacionais defendendo o gênero. Em termos numéricos o resultado não foi dos melhores… mas em termos de qualidade! Nvblado talvez dispense comentários. Lado Esquerdo Vazio estava, e ainda está, em vias de despertar [e eu espero MUITO que isso aconteça AQUI]. E Jovem Werther… bem, quando eu cheguei a festa havia acabado – isto é, a banda tinha jogado a toalha. Achei aquilo muito injusto. Eu cresci na década de 80 e todos sempre vinham com aquela longa lista de bandas/artistas que perdemos, como Janis, Led, Doors e uma grande confraria de outros nomes. Com o passar do tempo a consciência das perdas aumentara: Joy Division, Cazuza. E com mais doses de tempo, estes grandes deuses do Olimpo musical deixam de ser as únicas estrelas que regem nosso destino – malucos como eu começam a se interessar por bandas/artistas/projetos menores, que talvez estejam tocando ali na esquina… E a Jovem Werther estava! Não era algo do tipo ‘nasci na década errada’ ou algo assim, foram umas 40 mil outras coisas… mas de toda forma, o som permanecia, claro…

Uns quatro meses depois, quando eu já havia dados os primeiros contornos a este espaço, resolvi escrever para os caras – afinal, se a página ainda estava lá alguém poderia ler. Minha ideia era fazer o necrológio da banda – contar retrospectivamente sua história, talvez divulgar alguma pequena anedota que, aparentemente, não fizesse sentido algum, mas que seria prontamente bem recebida pelos fãs, enfim, dar aos caras seu merecido lugar na história – esta banda que, como seu título sugeria, morreu jovem…

… e eu não apenas fui bem recebido, imediatamente, mas fui ainda surpreendido: eles estavam em vias de voltar à ativa! Eis que pequenos sinais de vida surgiram, na página da banda no FB: primeiro um vídeo e, poucas horas depois, o comunicado de que haviam voltado! Assim, ao invés de contar a história de banda que ‘havia se suicidado’, eu passei a acompanhar seu retorno!

Abaixo segue minha primeira entrevista com uma banda (!), feita [ainda] via FB. Como irão notar ao longo das perguntas as vozes se alternam, fiz o que pude para manter a conversa clara, espero que o resultado agrade os fãs…

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Acione a page da JW na Bandcamp e aperte o play!

5 de janeiro
Olá!
Procurei info sobre vcs na web mas não encontrei muita coisa – e sobretudo não encontrei nenhuma entrevista, nem anterior nem posterior ao post de encerramento.
Tenho um blog sobre música underground, bem pequeno, mas ficaria imensamente feliz em fazer uma entrevista, seja para falar sobre o fim do projeto ou não, tvz um histórico completo, sei lá, o que lhes parecer melhor.
Um abraço!
5 de janeiro
Jovem Werther
Olá, mano o/
Ficariamos muito felizes em ceder uma entrevista pra você. A banda está em estúdio passando os sons com um guitarra novo e logo logo vamos estar de volta com formação e material novo.

GM: Bom, galera então vamos lá.
Todo mundo sabe de onde vem o nome da banda, mas imagino que exista uma história, alguma dimensão conceitual envolvendo sua escolha. O que vcs podem nos dizer sobre isso???
(Ft vocalista): Na realidade é tudo muito simples cara, não existe conceito muito literário ou pseudo cvlt por trás da banda, consideramos a mesma o resultado de toda dor, catalisada em versos sonoros, eu mesmo nem me considero vocalista, boicoto qualquer tipo de palco, o que é expressado é somente o conjunto de vozes desesperadas por algo que as aflige.

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[post #011 – Interview with DSBM + shoegazer project LACHRIMAE

I don’t remember exactly how I get to this project – but it makes my head since the first hearing, with a singular mix of DSBM with shoegazer. It was not only great – was prolific too: in his Bancamp page I found 4 titles, all released this year. To talk with Lamond, the young one man behind everything, was a very special experience – a truly gentlemen’s talk, as you’ll se in the next lines.

 

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The Seven tears cover, in my musical gallery since the beggining

(you can download it by ‘name your price’ here)

GM: I’m a brazillian fan and I’m getting deep into your music.
Do do you live at Scotland, right?
L: Yes, I’m from Edinburgh, but I’m currently studying in Manchester, England.

GM: What’s your age?
L: I’m eighteen years old.

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[post #006.1] Atualização sobre Ghost Bath em vinil

Caros leitores, atualizando o que escrevi sobre o lançamento do Ghost Bath alguns posts atrás, a gravadora alemã Northern Silence Productions realmente só lançou 420 cópias em vinil preto, agora chamadas de “full moon”, e 380 cópias em vinil branco, “new moon”, conforme vocês podem conferir no Discogs; mas foram produzidas ainda 100 cópias em vinil transparente, ‘fake moon’, e ainda mais 100 cópias em vinil branco e preto, ‘half moon’, totalizando portanto 1000 cópias. Essas duzentas cópias ‘adicionais’ foram vendidas apenas pela página da banda na Bandcamp e, claro, desaparecem rapidamente.

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Apesar de, como já comentei, intencionalmente não ter escutado o álbum, li algumas entrevistas na web, inclusive uma em um site ligeiramente cômico chamado Toilet Ov Hell, onde o entrevistador afirmou que estaria disposto a pagar, aliás como muitos fãs, uma fortuna por um disco em vinil da banda. Acontece que a Northern Silence lançou o vinil por um valor muito razoável, a cópia branca por apenas um euro a mais do que a cópia preta – e agora vem a melhor parte para você que está lendo este post: os preços no Discogs [exatamente agora, a cópia mais barata no Discogs custa 64 euros, sendo que no site custa 14,90]  e, provavelmente, no Ebay estão estratosféricos, mas você pode simplesmente entrar no site da Northern Silence e comprar uma cópia, NOVA, pelo preço de fábrica.

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[post #005] Talv – ‘Üksildus’ – edição limitada em digipack

Vejam só o que o correio trouxe para mim hoje, diretamente do México: uma das poucas cópias física de um grande lançamento deste ano – o álbum Üksildus, do projeto Talv.

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Como vocês podem observar pela última foto acima, este lançamento (four page panel) teve apenas 25 cópias e no o site do projeto consta a promessa de uma versão com 6 páginas [1] – e a julgar pelo capricho da produção e pela beleza da arte creio que serei obrigado a comprá-la também…

Talv é o projeto de A. – que desenvolve um black metal experimental com fortes elementos de shoegaze. Sua sonoridade lembra o projeto português Black Cilice e a capa do cd não poderia ser mais apropriada: você realmente vai se sentir no meio de um nevoeiro, desorientado e confuso ao escutar este disco. Os vocais são completamente incompreensíveis, em um misto de assovio, uivos e lamentos distantes encobertos por muita distorção e camadas de riffs entorpecentes. A cópia física do álbum traz ainda uma faixa bônus não disponível na versão digital.

Você pode escutar o álbum em stream na página do Talv, via Bandcamp, fazer um download pago ou aguardar a próxima edição física. Como não existe muita informação sobre o projeto na web, creio que seria incrível obter uma entrevista, não? Vamos tentar a sorte!

[1] – entre o momento em que comprei o meu exemplar e a data deste post a segunda prensagem já havia sido lançada, com 66 cópias. https://www.facebook.com/misanthropiarecords